quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Post em homenagem ao fim do curso Formação Cidadã, da Escola de Governo

Este post (mais conhecido como textão) é uma homenagem ao fim do curso de Formação Cidadã da Escola de Governo feito durante este semestre.

"Em agosto deste ano, o destino me levou para a turma do curso de Formação Cidadã da Escola de Governo. Foi uma jornada transformadora, da qual creio que saí muito diferente de como entrei. Foi como se tivesse tido a oportunidade de colocar o Brasil no divã e ele estivesse me contando, passo a passo, o que ele passou durante esses últimos 500 anos.

A proposta do curso é conhecer temas, direitos e deveres de cada cidadão, qual o papel do Estado e o estudo da realidade brasileira, além de debates sobre diversas áreas ligadas aos problemas de nossa sociedade e também sobre a elaboração e o conteúdo de políticas públicas.

Para explicar isso tudo vou recorrer a Paulo Freire, citado mais de uma vez durante as aulas: “A leitura do mundo precede a leitura da palavra”.

Portanto começo a descrição do curso usando um exemplo do mundo, um incêndio em favela: “Não é que o poder econômico vá lá e acenda o isqueiro. Ele deixa o fogo queimar”.  

Vi muitos casos de gente que vive na sombra do isqueiro. Conheci a aldeia Krukutu, a história de Carolina Maria de Jesus, a vida das pessoas que estão no cabo da frigideira na luta pela moradia.
Gente que vive o risco de não ter onde morar, risco de perder a vida, risco de não ter onde estudar. E, pior do que isso, o risco de imaginar não ser “alguém na vida”.

Tivemos a oportunidade também de analisar as várias causas de cada problema social. Porque a realidade nunca é única, ela é plural. Além disso cada um teve a chance de acrescentar as suas experiências durante o debate, e isso foi muito enriquecedor. Espero que a turma possa me perdoar pelo permanente papel de advogada do diabo [risos].

Terminado o curso creio que ficou agora a responsabilidade de agir. Agir para que mais pessoas possam ter a educação política, agir para que mais comunidades possam se organizar, agir nos momentos em que alguém, do nosso lado, esteja com mais peso do que possa aguentar. Agir para que todos sejam mais felizes.


Afinal, como diz a canção Felicidade, lindamente interpretada pelo Pedro Aguerre na nossa última aula, “felicidade é só questão de ser”. Que sejamos. Obrigada".

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