segunda-feira, 27 de junho de 2016

Hoje é o dia de Helen Keller. Que emoção falar desta incrível mulher!

Eu ia dedicar o post de hoje ao Congresso da Abraji, no qual fui este final de semana e que foi incrível. Aprendi muito e voltei revigorada para enfrentar os desafios da nossa profissão. Há este blog do pessoal do Projeto Repórter do Futuro (do qual eu participei em 2005), que conta em detalhes como foi o encontro. 

Mas hoje é Dia Internacional da Pessoa Surdocega em homenagem a Helen Keller. E ela merece um destaque especial já que é um símbolo de coragem para enfrentar os desafios da vida e também de luta por causas sociais.

Helen Keller nasceu dia 27 de junho de 1880 nos Estados Unidos. Ela perdeu a visão e a audição com cerca de dois anos de idade e, aos seis, ela conheceu sua grande mentora, Anne Sullivan. Anne foi contratada para ensinar Helen, porém na época havia apenas o relato do ensino de outra pessoa surda e cega, Laura Bridgman. Portanto, não se sabia se a experiência iria dar certo.

A relação das duas, a princípio, foi turbulenta. Anne desenhava as letras das palavras do cotidiano, mas Helen não entendia o que aquilo tudo significava, ficava revoltada e frustrada. Anne também estava desanimando, mas aí teve uma ideia.

Anne levou a criança para uma casa que ficava a menos de 50 metros da casa dos pais. Para despistar Helen, deu várias voltas de carroça para que ela imaginasse que estava em um lugar distante e diferente. Então Anne começou, com muita paciência, a ensinar Helen. O divisor de águas, literalmente, foi a palavra "água".

A partir daí Helen passou a perguntar, cada vez mais. Ela passou a entender o significado do Natal, dos eventos, do mundo. A sua mestra havia despertado nela a paixão pelo saber. Helen não parou mais.

Ela foi a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado. Ela foi uma escritora renomada ao contar a sua história (aqui no Brasil ficou famoso o filme O Milagre de Anne Sulivan). Mas ela não parou por aí. Helen, além de ser um exemplo de vida, passou a ser um exemplo para os outros e a mudar o mundo em prol de causas sociais como o voto feminino.

Ela viajou diversos países e fundou, em 1915, a fundação Helen Keller Internacional, dedicada a prevenir a cegueira e a reduzir a subnutrição. Em relação a este assunto, eu tenho a felicidade e o orgulho de ter uma irmã oftalmologista, que pode inclusive ajudar a cuidar da minha mãe, que sofre de problemas na visão e necessita de exames periódicos.

Eu, felizmente, nunca tive problemas de visão, mas não esqueço do que Helen Keller uma vez disse:

"O bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos".

Ah, pra terminar: a amizade e relação de parceria com Anne Sulivan durou até o fim da vida de Anne (quase 50 anos).

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O que o Brexit tem a nos dizer

Hoje saiu o resultado do plebiscito a favor da saída do Reino Unido da União Europeia. Esta análise da BBC mostra como há uma divisão profunda entre os britânicos.

Londres, os jovens e regiões como a Escócia votaram pela permanência, enquanto os mais velhos, os sindicatos e os membros das áreas rurais apoiaram a divisão. Este comentário do editor da BBC é cristalino: "a escolha dos editores neste dia histórico foi entre um caminho (da permanência) que prometia um mundo moderno, cheio de oportunidades e baseado na interdependência e outro caminho (da saída) que prometia levar à interdependência de uma terra que respeitaria tradição e herança cultural".

Sempre me interessei pela relação entre mídia, tecnologia e política. Acredito que existe uma relação super estreita entre este movimento dos jovens, a chamada "ascensão da classe C" e a tecnologia e isso tem gerado profundas mudanças no fazer político.

Os meios tradicionais de mobilização (sindicatos, partidos políticos, etc), estão atônitos com esta nova mobilização (Brexit que o diga). Eu ouvi de um advogado que é militante de organizações sociais a seguinte frase: "a massa é amorfa, não sabe o que quer". Eu não acredito nisso. Acredito que é justamente esta "massa amorfa" (a chamada maioria invisível) que está propiciando profundas mudanças na estrutura de poder.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

É possível se posicionar sem provocar polêmica?

Sigurd Decross/freeimages.com
Há poucos dias eu estive fazendo uma prova para um processo seletivo que a redação era para se posicionar a favor ou contra a objetividade do jornalista (e do jornalismo). Fiquei aqui pensando até que ponto nós, enquanto profissionais, devemos colocar opiniões pessoais em nosso trabalho. Política, religião, futebol, até que ponto estes assuntos fazem parte das nossas decisões?

Para ajudar a responder a esta pergunta, cito aqui uma notícia sobre o lançamento da biografia do notório advogado Sobral Pinto, que defendeu, em 1936, Luís Carlos Prestes e Henry Barger, líderes da intentona comunista. Ele, católico e conservador, denunciou as condições sofridas por Berger na prisão invocando a Lei de Proteção aos Animais.

Aos 96 anos [citando esta reportagem da Folha], ele defendeu um tenente-coronel punido por ter passado por um cheque sem fundo. Perguntado sobre de onde tirava tanta coragem respondeu: "Tem a ver com a capacidade de se indignar".

E por isso eu respondo. O desemprego cresce para 10,9% e atinge 11 milhões de pessoas, segundo dados divulgados em abril; hoje, exatamente hoje, estamos a 50 dias dos Jogos Olímpicos; o governo brasileiro aprovou, em maio, um defict primário recorde de R$ 170,5 bilhões (é o terceiro rombo seguido nas contas públicas).

Diante de tudo isso, como não se indignar? Como não se posicionar? Como evitar a polêmica?

Penso na minha experiência pessoal. Por muito tempo eu evitei participar, evitei discutir, evitei debater. Mas a omissão também é um posicionamento. É um posicionamento que favorece o status quo.

Comparo com uma reunião de condomínio. Penso como o Brasil seria melhor se todos participassem das suas reuniões de condomínio, discutissem seus candidatos (neste ano tem eleição municipal).

Pois quanto mais nós discutirmos os assuntos "chatos" como política, contas a pagar, contratos, quanto mais nós soubermos colocar a nossa visão, nos posicionarmos sabendo ouvir também a opinião do outro, mais nós cresceremos enquanto profissionais e enquanto cidadãos.

O Brasil precisa, cada vez mais, de gente que saiba participar das polêmicas. E que saiba respeitar os direitos do outro.

Em 2013, eu fiz uma entrevista para o Portal da Band com a Mônica Iozzi em que perguntei a ela qual nota daria para os políticos brasileiros. Ela respondeu: "A minoria é gente boa. Não no sentido de julgamento. A minoria está realmente trabalhando para melhorar a vida do povo. A maioria está trabalhando pelos interesses individuais, não pelos interesses da população. E essa minoria que trabalha pelo povo sofre muito, é muito difícil para eles conseguirem fazer alguma coisa. Então não gosto de jogar eles no lugar dos outros sabe?"

Então, enquanto a gente seguir sem querer melhorar a vida de todos, enquanto seguirmos apenas em prol dos nossos interesses individuais, sem se posicionar, sem participar, vai ficar difícil. A minoria vai seguir lutando contra a maré.

Brasília é reflexo do que nós somos enquanto cidadãos e profissionais.

P.S: A propósito, sou suplente de conselheira no meu prédio com muito orgulho ;-)



segunda-feira, 6 de junho de 2016

"Aqueles que contam as melhores histórias governam o mundo"

Pensei muito sobre de que forma poderia começar o post sobre o Networking Experience, evento incrível que aconteceu neste final de semana em São Paulo. Fico com a frase citada pela mestre Martha Gabriel e que é de outro filósofo, Platão: "Aqueles que contam as melhores histórias governam o mundo".

Vou tentar aqui contar algumas das histórias deste evento que já se fez histórico. Vou começar contando como eu fui parar lá.

Motivação

Vi um dos posts da Flavia Gamovar, consultei a programação e vi o nome da Martha Gabriel. Eu já tinha visto uma palestra dela em outro curso para jornalistas na Associação Comercial de São Paulo. Fiz a inscrição na mesma hora, mesmo sem conhecer pessoalmente nenhum outro membro do evento.

Conteúdo das palestras

Uma melhor do que a outra. O professor Edson Barbero falou sobre a importância da confiança no ambiente corporativo.

Do discurso dele eu fico com a frase: "direcione os seus esforços em como ser melhor".

O Pedro Caramez, vindo diretamente das terras lusitanas para mostrar como transformar os colaboradores em embaixadores digitais das suas empresas. P.S, ele é muito bem-humorado.

Na sequência teve Marketing de Relacionamento e Gestão de Crises, por Olimpio Araújo: "seus clientes são o maior patrimônio da sua empresa. Não contrate um imbecil para cuidar dele".

A Camila Donati falou que uma das chaves para usar o Linkedin e alavancar a carreira é sendo um "promotor de eventos entre pessoas afins", ou seja, ajudando as pessoas que têm interesses em comum. Ela fez uma palestra junto com Andrio Ferreira, do site Linkednautas.

Anotei a questão dada pelo Andrio: "Qual a imagem que você quer transparecer, para onde você quer ir?".

Depois foi a vez da aguardada Martha Gabriel. E ela superou as minhas expectativas. Quando ela falou do poder das histórias lembrei dos meus tempos de infância, em que iniciei a paixão pelos livros, e entendi o quanto as emoções contidas nos textos nos preparam para a vida.

"As histórias não são inéditas, mas o que muda é a forma como as contamos".

Martha Gabriel é uma daquelas palestrantes que qualquer profissional precisa assistir ao menos uma vez na vida.

Felipe Matheus fez uma palestra com as estatísticas do Linkedin. Fiquei surpresa ao saber, por exemplo, que a média de conexões por usuário no Linkedin é de 930 (não achava que era um número tão significativo).

Rodrigo Moubar e Denise Maia falaram sobre prospecção no Linkedin, tema super atual. Eu ainda tive a honra de ter o meu perfil analisado pela Denise ao final do evento.

Flavia Gamovar é outra que merece menção dupla. Por sua coragem em expor sua história, por sua competência, talento e emoção.

Eu me identifiquei no momento em que ela falou do início como escritora, da felicidade ao encontrar o novo emprego, enfim, sua trajetória é iluminada. Ao final pude fazer um agradecimento pessoal a ela pelo texto que me abriu as portas do evento. Pude ver nos olhos dela uma conexão genuína, verdadeira.

Por fim, o Henrique Bessa, headhunter, mostrou quais áreas são mais promissoras em meio à crise. Adorei saber que ele gosta de receber currículos e ver que, na crise ou fora dela, as competências que fazem a diferença continuam as mesmas.

Este post do José Luis Neves tem um resumo detalhado de cada palestra, vale a pena conferir também. 

O encerramento foi belíssimo, com uma performance musical e palavras inspiradoras da Malu Neves, idealizadora do encontro: "Quem é você? Qual o legado que você irá deixar para o mundo?"

Saldo do Networking Experience

Recebi 16 cartões em um único dia, incluindo um novo delivery pertinho de casa. Houve outras dezenas de contatos enviados via Whatsapp mas, o mais importante é que ouvi histórias inspiradoras, histórias que me motivaram e que me incentivaram. Adorei conhecer a  Valéria Vieira, a Terezinha Santos e outros tantos rostos e nomes.

Portanto, para responder agora às questões colocadas durante o evento:

Quem sou eu?
Jornalista que ama contar histórias. Gosto de política, tecnologia, empresas, terceiro setor e empreendedorismo.

Que legado pretendo deixar para o mundo?
Pretendo retribuir ao mundo o quanto ele tem feito por mim. Este curso foi uma das provas disso.







quinta-feira, 2 de junho de 2016

Planeje, acompanhe os resultados e atinja seu público no alvo!

Candice CourtneyFreeimages.com

Hoje estou inspirada após uma visita à empresa Cooper Screen, onde passei a tarde prestando uma consultoria. Uma das questões que chamou a minha atenção foi a pergunta abaixo:

"Como garantir assuntos para publicar informações com regularidade?"

Minha resposta: colocando as ideias no papel!

Minha primeira recomendação, caso você não tenha: faça um calendário de publicações. Pegue todos os assuntos do seu interesse (no caso da empresa visitada, por exemplo, impressão de camisetas, cursos online, entre outros) e distribua os temas por datas, para ter certeza de que irá cobrir todos os temas da sua empresa. O Twitter lançou um calendário super interessante que pode te ajudar nesta tarefa. 

É fundamental, neste planejamento, verificar datas como o aniversário da empresa, datas marcantes para o setor, lançamento de produtos, etc, de forma a sempre manter em alta o interesse do público. Vale ainda relembrar conteúdos marcantes (vídeos, por exemplo), fatos históricos, enfim, assunto é o que não vai faltar.

Desta forma você garante conteúdo farto com muito mais facilidade. 

Outra coisa bacana que tem custo zero é configurar um alerta do Google para temas como o nome de sua empresa, de seus concorrentes e do setor, por exemplo.

Um ponto importantíssimo dentro de uma estratégia de Comunicação é a necessidade de acompanhar se estas ideias estão surtindo efeito. Eu sugeri a realização de relatórios mensais. Afinal, existem dados de sobra na internet, mas eles precisam ser contextualizados e analisados de forma rotineira.

Para pequenas empresas minha proposta é a seguinte: tire relatórios do Facebook Insights, do Twitter Counter, do Google Analytics, dos acessos ao seu site, número de menções na internet via Alertas do Google, e coloque tudo isso em uma apresentação de Power Point. No mês seguinte, repita o mesmo processo e compare os números, de forma a verificar o que fez sucesso, o que não fez, para ajustar a estratégia nos meses seguintes. Ao final de um ano você verá a diferença, é muito bacana.

Afinal, nas redes sociais às vezes ficamos com a impressão de que falamos para todos e, ao mesmo tempo, para ninguém. Mas quando você publica com regularidade, com um objetivo, um público-alvo, aos poucos os resultados aparecem, afinal, você tem qualidade no que faz.

No caso da Cooper Screen é bem fácil, afinal eles têm oito anos de tradição e de trabalho duro.

Lembre-se, o sucesso nunca vem por acaso. 

Você tem mais sugestões, recomendações? Coloque nos comentários :-)