domingo, 11 de abril de 2010

A conquista do eleitor pelas redes sociais

O Blog do Favre colocou na rede texto da jornalista Alessandra Duarte, de O Globo, sobre o uso das redes sociais na campanha eleitoral deste ano, tema que muito me interessa. Segue abaixo um trecho:

"Se os pré-candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) quiserem crescer nas regiões onde seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto anda fraco, é bom olharem como cada região está utilizando as redes sociais.

Principalmente Twitter e blogs, os instrumentos on-line que, segundo pesquisadores que estudam a interação entre internet e política, serão as principais ferramentas na campanha eleitoral de 2010 na internet".

O interessante é que o texto conta que saiu nesta semana um novo relatório sobre o uso das tecnologias de informação no Brasil, feito pelo Cetic (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação), indispensável para quem deseja pesquisar sobre internet.

Por fim, O Globo menciona no artigo dois especialistas em política e internet: Juliano Borges, da Uerj, e Adriane Figueirola Martins, da UFF. Vou tentar falar com eles pra ver se eles me dão umas dicas para a minha monografia...

Abraços aos meus dois leitores e até a próxima.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sobre Maquiavel

Começando a sessão "férias" dei início às leituras que deveria ter já deveria ter feito...nesta lista está o clássico "O Príncipe", de Maquiavel. Havia lido faz um tempão, então esta vez conta como leitura inaugural da obra.

O livro, sem dúvida, contém ensinamentos úteis para quem deseja exercer a arte do poder. É claro que não concordo com tudo, inclusive com a frase mais famosa da obra - "os fins justificam os meios" - até porque, na opinião de Maquiavel, os homens são maus em sua essência, opinião diferente da minha.

Além disso, suas ideias têm embutidas, novamente na minha leitura, um conceito de que as coisas são assim e não irão mudar; enquanto acredito muito mais na evolução, de que a sociedade ao longo dos tempos aprendeu a ser menos bárbara, menos violenta e mais civilizada.

Não sei se estou me fazendo entender, mas vamos lá... Feitas estas observações, vou colocar abaixo os pontos que considero mais interessantes da obra para os dias de hoje.

Ele fala que um príncipe deve morar no terreno conquistado ou nele formar colônias. Nisso entendo aquele ditado bem brasileiro: "o olho do dono engorda o gado", ou seja, é importante manter firme o controle sobre uma posição que se deseja ocupar e se fazer presente.

Também é bacana a parte em que ele alerta para o perigo das inovações: "quem toma a iniciativa suscita a inimizade de todos os que são beneficiados pela ordem antiga, e é defendido tibiamente por todos os que seriam beneficiados com a nova ordem". Ou seja, trocando em miúdos, só invente, em um novo domínio, quando tiver certeza de sua força, do contrário, pode se surpreender com a falta de apoio.

Também gosto da parte em que ele diz que é necessário apoiar os aliados pequenos e enfraquecer os grandes, que podem ameaçar seu domínio. Nisso penso em tantas batalhas que as empresas enfrentam, e como hoje cada vez mais elas se aliam de formas antes inimagináveis...

Outro destaque: limite suas ambições. "O desejo de conquista é algo muito natural e comum; aqueles que obtêm êxito na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado". Em bom português: cuidado com o que se deseja...

Ele ainda defende que o governante sempre pareça ter boas qualidades, mas que ele saiba também aparentar estas características e praticar a crueldade, se for algo necessário para que ele mantenha o poder.

Ah (este post está ficando longo), outro ponto que lembra os nossos políticos: para Maquiavel, se vc tiver que adotar uma medida impopular, aja de uma única vez e, de preferência, por meio de intermediários; já os benefícios devem ser concedidos diretamente pelos governantes e aos poucos, para que a população sinta mais os efeitos positivos (algo a ver com as nossas inaugurações destes últimos dias?)

Bem, pra terminar, neste ano, estamos em uma grande batalha, as eleições. Grupos políticos tentarão prevalecer sobre outros, usando em muitos momentos os ensinamentos de Maquiavel. Eles tentarão parecer honestos, íntegros e leais, mas na verdade podem mudar a palavra empenhada e até nos prejudicar se assim for necessário para que eles mantenham seus projetos de poder.

Cabe a nós, na minha opinião um povo muito mais evoluído do que na época de Maquiavel, avaliar quais opções políticas são melhores e, principalmente, limitar, controlar o poder dos políticos, para que eles tenham que prestar contas e desta forma agir em prol não somente deles mesmos. Ufa! Terminei.