Hoje, temos mais condições de conhecer as plataformas de cada candidato, e depois de eleitos, é bem mais fácil de acompanhar o mandato, já que há sites de governos, Agência Câmara, Senado, Assembleia e por aí vai. Além destes, têm surgido iniciativas super interessantes tal como o Adote um Vereador, o site Contas Abertas, o Portal da Transparência, a Transparência Brasil, entre outros.
No entanto, não é bem isso que a gente tem visto como prioridade na mídia. Infelizmente, o noticiário ainda é dominado por escândalos e pela personalização dos políticos.
Um exemplo: na entrevista feita pelo jornal Folha de São Paulo ao presidente Lula, na semana passada, não houve uma única palavra, uma única questão sobre as políticas públicas do país. Para não dizer que foi um zero completo, podemos considerar as medidas adotadas na área econômica (prorrogação do IPI), e o problema social (que foi mencionado a reboque dos conflitos no Rio).
E a saúde, como vai? Educação? Quem procurou respostas para estas perguntas saiu de mãos abanando. Eu acho isso muito grave.
Hoje saiu um texto no Observatório da Imprensa que vai ao encontro do que tenho pensado. O jornalista Juliano Schiavo faz uma análise de Pierre Bourdieu (li um livro de Bourdieu, “Os donos da rede”, muito bom). Reproduzo aqui um trecho:
Muitas das notícias veiculadas em nada modificam a sociedade, pois servem apenas para entreter, diminuindo o debate público sobre questões que influenciam no cotidiano. Mas, infelizmente, é uma tendência que se tem observado. As notícias, aos poucos, vão se tornando algo espetacular, apenas espetacular, sem serventia alguma.
E o pior, como assinala Bourdieu: quando um veículo de imprensa fala, o outro repercute. Por ser uma representação da realidade, enfoca aquilo que interessa à audiência e se esquece do que é necessário para a sociedade.
Isso poderia ser facilmente colocado como realidade também para a internet. E a pergunta que faço é: como melhorar o jornalismo?
Eu acredito (posso estar errada) que vem ocorrendo um movimento por maior transparência e por mais fiscalização do governo. Porém, quais são os gargalos que fazem esta informação ficar longe do leitor/internauta? Principalmente, porque hoje esta discussão sobre políticas públicas ainda não é uma prioridade?
Não sei as respostas, mas vou tentar descobrir ;-)
O blog é de uma pessoa apaixonada pela vida que gosta de falar sobre Comunicação, Tecnologia e Cidadania. Sugestões e colaborações serão sempre bem-vindas.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Como pensar 'fora da caixa'
Teve um internauta, de nome Alexandre, que postou um comentário super interessante em relação à minha lista de políticos para entrevista (do post abaixo). Ele perguntou se seria necessário, por exemplo, questionar a Dilma sobre o episódio Lina Vieira, e disse que algumas perguntas são anacrônicas, já sabemos as respostas de antemão. Tomo a liberdade de reproduzir abaixo um trecho do seu comentário:
É necessário um outro olhar, outras perguntas, novas abordagens, surpreender os políticos e quebrar a retórica deles. Se não formos nós, os blogueiros... Bem, os colegas da imprensa escrita é que não vão ser. ;)
Olha, Alexandre, concordo com você. Talvez eu tenha me prendido a algumas questões e nomes de uma forma meio automática, sabe? Vou tentar melhorar. E o seu alerta foi muito importante, assim vou tentar pensar mais "fora da caixa", como os americanos dizem.
Essa é uma das coisas que eu mais tenho gostado, agora que me tornei uma "blogueira": sempre tem alguém para acrescentar algo interessante, uma nova percepção, algo que não teria captado se não tivesse me exposto e decidido colocar pra fora, nos posts, o que ando pensando.
Muito obrigada mesmo, Alexandre. Adoro críticas, elas mostram que alguém presta atenção no que você faz. Vou repensar esta lista e tentar apresentar respostas a elas aqui ;-)
É necessário um outro olhar, outras perguntas, novas abordagens, surpreender os políticos e quebrar a retórica deles. Se não formos nós, os blogueiros... Bem, os colegas da imprensa escrita é que não vão ser. ;)
Olha, Alexandre, concordo com você. Talvez eu tenha me prendido a algumas questões e nomes de uma forma meio automática, sabe? Vou tentar melhorar. E o seu alerta foi muito importante, assim vou tentar pensar mais "fora da caixa", como os americanos dizem.
Essa é uma das coisas que eu mais tenho gostado, agora que me tornei uma "blogueira": sempre tem alguém para acrescentar algo interessante, uma nova percepção, algo que não teria captado se não tivesse me exposto e decidido colocar pra fora, nos posts, o que ando pensando.
Muito obrigada mesmo, Alexandre. Adoro críticas, elas mostram que alguém presta atenção no que você faz. Vou repensar esta lista e tentar apresentar respostas a elas aqui ;-)
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
10 políticos que eu gostaria de entrevistar
Fiz aqui uma lista com os dez nomes que, se possível, eu gostaria de ouvir em uma entrevista. Pra mim, são pessoas que hoje estão dando o que falar. Só pensar os nomes já foi algo interessante, como exercício. Abaixo segue a lista com algumas questões que gostaria de fazer:
Lista de nomes para entrevista
1. Ciro Gomes
Ciro é hoje uma peça-chave na disputa pela presidência. Continuará ele como candidato a presidente ou tentará o governo de São Paulo? Eis o dilema de Tostines. Será que ele poderia falar qual o papel que o Lula está tendo nesta escolha?
2. Zé Dirceu
O homem retoma a cada dia sua influência dentro dos meios petistas. O que ele teria para dizer sobre o PT do mensalão e o partido nos dias de hoje?
3. Gabriel Chalita
Ele vem dando o que falar, com suas críticas ao José Serra. Será que ele continua assim, ou está com medo de perder o mandato?
4. Geraldo Alckmin
O nosso “picolé de chuchu” é sempre uma opção importante na política paulista. Seria interessante saber dele se a aliança com o José Serra está firme mesmo e se ele sairá candidato a governador, como vem sendo previsto.
5. Gilmar Mendes
O juiz que não ouve as “vozes das ruas” é cada vez mais uma das vozes de oposição ao governo mais influentes nos dias atuais. Como está a sua relação com Lula?
6. Aloizio Mercadante
Como ficou o senador depois do “irrevogável” que foi revogado? Será que ele toparia falar sobre o episódio?
7. Marta Suplicy
Ela lançou recentemente um site de notícias e debates. O que ela pretende com essa iniciativa? Quais os seus planos para as eleições de 2010?
8. Gilberto Kassab
Ele fica mesmo até o final do mandato na prefeitura de SP? Como está sua relação com José Serra?
9. José Serra
E aí, quando sai a sua definição sobre a candidatura? Aécio será vice? Gostaria de saber mais também sobre seu perfil no Twitter e o papel das redes sociais na próxima eleição.
10. Dilma Roussef
E o episódio Lina Vieira, vc não sabia mesmo? Como você lida com a fama de durona? Vai conseguir descolar da imagem do Lula? Como você definiria a sua imagem?
Lista de nomes para entrevista
1. Ciro Gomes
Ciro é hoje uma peça-chave na disputa pela presidência. Continuará ele como candidato a presidente ou tentará o governo de São Paulo? Eis o dilema de Tostines. Será que ele poderia falar qual o papel que o Lula está tendo nesta escolha?
2. Zé Dirceu
O homem retoma a cada dia sua influência dentro dos meios petistas. O que ele teria para dizer sobre o PT do mensalão e o partido nos dias de hoje?
3. Gabriel Chalita
Ele vem dando o que falar, com suas críticas ao José Serra. Será que ele continua assim, ou está com medo de perder o mandato?
4. Geraldo Alckmin
O nosso “picolé de chuchu” é sempre uma opção importante na política paulista. Seria interessante saber dele se a aliança com o José Serra está firme mesmo e se ele sairá candidato a governador, como vem sendo previsto.
5. Gilmar Mendes
O juiz que não ouve as “vozes das ruas” é cada vez mais uma das vozes de oposição ao governo mais influentes nos dias atuais. Como está a sua relação com Lula?
6. Aloizio Mercadante
Como ficou o senador depois do “irrevogável” que foi revogado? Será que ele toparia falar sobre o episódio?
7. Marta Suplicy
Ela lançou recentemente um site de notícias e debates. O que ela pretende com essa iniciativa? Quais os seus planos para as eleições de 2010?
8. Gilberto Kassab
Ele fica mesmo até o final do mandato na prefeitura de SP? Como está sua relação com José Serra?
9. José Serra
E aí, quando sai a sua definição sobre a candidatura? Aécio será vice? Gostaria de saber mais também sobre seu perfil no Twitter e o papel das redes sociais na próxima eleição.
10. Dilma Roussef
E o episódio Lina Vieira, vc não sabia mesmo? Como você lida com a fama de durona? Vai conseguir descolar da imagem do Lula? Como você definiria a sua imagem?
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mais sobre a audiência - parte II
Vi os comentários sobre a audiência dos sites jornalísticos (abaixo) e decidi continuar a discussão. Não é que eu acredite que o jornalismo deva ser somente a revista Piauí - pra pegar a referência do comentário - mas também defendo que as escolhas feitas tenham o objetivo de informar melhor o leitor/internauta, e não é bem isso que acontece.
O jornalismo é muito feito de escolhas, e há com certeza opções que podem ser diferentes. Por exemplo: quanto reportagens boas a gente vê hoje sobre, por exemplo, a respeito da fiscalização das obras do PAC? É um assunto que poderia ser bem melhor explorado.
E as investigações dos gastos não só do governo federal, mas das assembleias legislativas (hoje quase esquecidas) e das câmaras de vereadores. Por que não são feitas mais reportagens sobre estes assuntos?
E, principalmente, será que a internet é o campo do audiência vale tudo? Por que em nome da concorrência muitas vezes os sites superestimam notícias de celebridades, dão informações com pressa para evitar o furo? Muitas vezes é preguiça, outras incompetência, e sem dúvida eu me incluo nisso, afinal trabalho neste meio.
Mas isso não quer dizer que eu me conforme, e muito menos que eu concorde com isso. Pelo contrário. A intenção é apontar o problema e tentar chegar a soluções.
O jornalismo é muito feito de escolhas, e há com certeza opções que podem ser diferentes. Por exemplo: quanto reportagens boas a gente vê hoje sobre, por exemplo, a respeito da fiscalização das obras do PAC? É um assunto que poderia ser bem melhor explorado.
E as investigações dos gastos não só do governo federal, mas das assembleias legislativas (hoje quase esquecidas) e das câmaras de vereadores. Por que não são feitas mais reportagens sobre estes assuntos?
E, principalmente, será que a internet é o campo do audiência vale tudo? Por que em nome da concorrência muitas vezes os sites superestimam notícias de celebridades, dão informações com pressa para evitar o furo? Muitas vezes é preguiça, outras incompetência, e sem dúvida eu me incluo nisso, afinal trabalho neste meio.
Mas isso não quer dizer que eu me conforme, e muito menos que eu concorde com isso. Pelo contrário. A intenção é apontar o problema e tentar chegar a soluções.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sobre a audiência do blog
Recebi o primeiro relatório da audiência deste blog que vos fala. A notícia me surpreendeu: ele recebeu 15 visitas e teve 29 exibições de página na semana. Parece pouco, mas eu imaginava que fosse menos ainda. Obrigada a todos os leitores (acho que vou ter que mudar o nome para mais 15 leitores, hehehe).
Por outro lado, tive más notícias hoje, também relacionadas a audiência. Hoje chegou o relatório daqui do Diário com o número de cliques de cada reportagem do site www.dgabc.com.br.
Aquela matéria super legal sobre o marqueteiro do Obama, Ben Self, a que me deu muito trabalho, recebeu apenas 190 acessos. Para efeito de comparação, uma reportagem sobre aquele casal do crepúsculo teve exatos 13.033 acessos.
Por mais que se diga que internet também é diversão, fico com muita raiva quando eu vejo essas coisas, não dá para evitar. Não adianta. Pra mim as pessoas deveriam se preocupar mais com coisas mais úteis. Hoje, o que dá audiência pra gente é celebridades e crime, respectivamente. Será que é isso que as pessoas precisam saber?
Eu acredito que não. É claro que preciso levar em conta que o público do site é, digamos, não tão elitizado quanto um leitor da Folha Online, mas isso não é desculpa para que se tenha números como esses. Há necessidade de informações sobre outros temas. Ser popular não precisa ser sinônimo de popularesco.
Acho que na verdade os leitores se acomodam. Eu me acomodo às vezes, quando faço o meu trabalho de jornalista. Mas, logo depois do momento de acomodamento, eu abro o olho e decido ficar esperta. É isso que eu tento fazer.
Por outro lado, tive más notícias hoje, também relacionadas a audiência. Hoje chegou o relatório daqui do Diário com o número de cliques de cada reportagem do site www.dgabc.com.br.
Aquela matéria super legal sobre o marqueteiro do Obama, Ben Self, a que me deu muito trabalho, recebeu apenas 190 acessos. Para efeito de comparação, uma reportagem sobre aquele casal do crepúsculo teve exatos 13.033 acessos.
Por mais que se diga que internet também é diversão, fico com muita raiva quando eu vejo essas coisas, não dá para evitar. Não adianta. Pra mim as pessoas deveriam se preocupar mais com coisas mais úteis. Hoje, o que dá audiência pra gente é celebridades e crime, respectivamente. Será que é isso que as pessoas precisam saber?
Eu acredito que não. É claro que preciso levar em conta que o público do site é, digamos, não tão elitizado quanto um leitor da Folha Online, mas isso não é desculpa para que se tenha números como esses. Há necessidade de informações sobre outros temas. Ser popular não precisa ser sinônimo de popularesco.
Acho que na verdade os leitores se acomodam. Eu me acomodo às vezes, quando faço o meu trabalho de jornalista. Mas, logo depois do momento de acomodamento, eu abro o olho e decido ficar esperta. É isso que eu tento fazer.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Blog Action Day
Este blog aderiu ao Blog Action Day (tem um novo trocinho no blog do lado direito, embaixo).
O Blog Action Day é um evento anual que reúne os internautas no dia 15 de outubro (estou um dia atrasada) com o objetivo de espalhar a discussão sobre mudanças climáticas.
Do jeito que o trânsito está (cada dia pior) e que a humanidade sente mais o aquecimento global, é hora de a gente se mobilizar em torno da causa ambiental.
Claro que poderia fazer muito mais (reciclar mais o lixo, por exemplo), mas tento o que posso. Uma das bolsas que eu uso, por exemplo, é feita de retalhos de jeans. Foi um lojista amigo que me deu. Com pequenas atitudes, como a dele, que usou sobras de seu trabalho para combater o desperdício, a gente vai transformando a realidade.
O Blog Action Day é um evento anual que reúne os internautas no dia 15 de outubro (estou um dia atrasada) com o objetivo de espalhar a discussão sobre mudanças climáticas.
Do jeito que o trânsito está (cada dia pior) e que a humanidade sente mais o aquecimento global, é hora de a gente se mobilizar em torno da causa ambiental.
Claro que poderia fazer muito mais (reciclar mais o lixo, por exemplo), mas tento o que posso. Uma das bolsas que eu uso, por exemplo, é feita de retalhos de jeans. Foi um lojista amigo que me deu. Com pequenas atitudes, como a dele, que usou sobras de seu trabalho para combater o desperdício, a gente vai transformando a realidade.
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Sobre a audiência do blog
Não levei muito a sério este blog, mas minha opinião está começando a mudar. Hoje, por exemplo, minha colega de classe na pós me disse que já visitou este site, o que me deixou surpresa. Também fiquei mais surpresa ainda com o comentário da leitora Jade, no meu post sobre modelos. Por favor Jade, se vc estiver lendo agora: o meu post era super pra cima, pra incentivar as pessoas a procurar coisas boas. Com certeza vc conhece um exemplo bom para você se inspirar, acredite em mim. Sem baixo astral, OK?
Mais uma novidade: o meu amigo Leo Lima me ajudou a configurar o serviço do Google Analytics no blog. Ele faz um monitoramento da audiência do site, com gráficos e tal. Fiquei animada!
Com isso, meus dois leitores: aguardem novidades!
Mais uma novidade: o meu amigo Leo Lima me ajudou a configurar o serviço do Google Analytics no blog. Ele faz um monitoramento da audiência do site, com gráficos e tal. Fiquei animada!
Com isso, meus dois leitores: aguardem novidades!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Bastidores II - marqueteiro do Paraná
Estava eu esperando pra sair do evento O Efeito Obama (veja o post abaixo), quando comecei a bater papo com um marqueteiro de fora do Estado, que estava lá para assistir aos "papas" da propaganda online.
Começamos a falar sobre as diferenças entre os políticos no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, eles (os políticos) sempre arrumam alguém pra fazer o seu trabalho, disse este meu novo amigo. Ele me segredou que um governador, cliente da sua empresa (e não é o Serra), mantém um perfil no Twitter que não é ele quem administra.
- E quem é então? Perguntei
- Alguém que se faz passar por ele! Me respondeu.
Ele ainda me jurou que o Twitter do Serra não é de fato dele, enquanto a assessora do governador paulista jura que é ele mesmo quem faz os twitts. Em quem será que devo acreditar???
Começamos a falar sobre as diferenças entre os políticos no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, eles (os políticos) sempre arrumam alguém pra fazer o seu trabalho, disse este meu novo amigo. Ele me segredou que um governador, cliente da sua empresa (e não é o Serra), mantém um perfil no Twitter que não é ele quem administra.
- E quem é então? Perguntei
- Alguém que se faz passar por ele! Me respondeu.
Ele ainda me jurou que o Twitter do Serra não é de fato dele, enquanto a assessora do governador paulista jura que é ele mesmo quem faz os twitts. Em quem será que devo acreditar???
Bastidores de O Efeito Obama
Fui hoje ao evento "O Efeito Obama", onde a grande estrela era Ben Self, o marqueteiro do presidente dos EUA, Barack Obama. Eu já tinha conseguido falar com o próprio Self para o Diário semanas antes, por telefone (veja a entrevista neste link).
Enfim, o principal da palestra de hoje ele já tinha dito na entrevista: que é necessário engajar as pessoas, que a campanha política não é feita só na internet, e mais um monte de bla-bla-bla pra uma turma que desembolsou até R$ 4 mil o convite.
A única coisa que saiu do script foi um enigmático slide sobre a campanha de Dilma e de Serra. O slide, feito a partir de pesquisa do Google Trends, mostrava dois risquinhos, representando cada candidato. Ele despistou, disse que foi uma imagem incluída de última hora. Bem, pra mim o slide deixou escapar que ele não veio pro Brasil a passeio.
Veja aqui a simulação do Google Trends. Não posso garantir que é a mesma, mas mostra o desempenho da dupla. O pico de Dilma e Serra no mês é alcançado no dia 22 de setembro, quando foi divulgada a pesquisa CNI/Ibope à Presidência (aquela que mostrou Ciro crescendo e encostando na Dilma).
Sobre sua relação com o PT (afinal, o que todo mundo queria saber), o homem escorregou e evitou responder das mais variadas formas. Nem sempre dá para a gente saber tudo.
Em relação ao contato, Self é bem direto, como normalmente são os norte-americanos, e presta atenção em cada pergunta (e questiona quando não entende algo, o que a gente não vê por aqui).
Enfim, foi uma experiência marcante pra mim, já que Ben Self foi sem dúvida a pessoa mais importante que já entrevistei na minha curta carreira ;-)
Enfim, o principal da palestra de hoje ele já tinha dito na entrevista: que é necessário engajar as pessoas, que a campanha política não é feita só na internet, e mais um monte de bla-bla-bla pra uma turma que desembolsou até R$ 4 mil o convite.
A única coisa que saiu do script foi um enigmático slide sobre a campanha de Dilma e de Serra. O slide, feito a partir de pesquisa do Google Trends, mostrava dois risquinhos, representando cada candidato. Ele despistou, disse que foi uma imagem incluída de última hora. Bem, pra mim o slide deixou escapar que ele não veio pro Brasil a passeio.
Veja aqui a simulação do Google Trends. Não posso garantir que é a mesma, mas mostra o desempenho da dupla. O pico de Dilma e Serra no mês é alcançado no dia 22 de setembro, quando foi divulgada a pesquisa CNI/Ibope à Presidência (aquela que mostrou Ciro crescendo e encostando na Dilma).
Sobre sua relação com o PT (afinal, o que todo mundo queria saber), o homem escorregou e evitou responder das mais variadas formas. Nem sempre dá para a gente saber tudo.
Em relação ao contato, Self é bem direto, como normalmente são os norte-americanos, e presta atenção em cada pergunta (e questiona quando não entende algo, o que a gente não vê por aqui).
Enfim, foi uma experiência marcante pra mim, já que Ben Self foi sem dúvida a pessoa mais importante que já entrevistei na minha curta carreira ;-)
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Modelo de profissional
Acho que todo profissional precisa de modelos, pessoas em quem deve olhar para pensar o seu futuro. Sem dúvida, um dos meus modelos é o professor Carlos Chaparro, da ECA-USP. O nome dele voltou à minha vida nesta semana, pois estou fazendo pós em Jornalismo e uma das disciplinas que curso agora, Jornalismo Online, convidou o Chaparro como professor convidado.
Ele, que já passou dos 60, possui um blog super atualizado, um perfil no Twitter e se mostra super antenado com as tendências mais recentes do Jornalismo Brasileiro.
Chamo a atenção principalmente para um documento que ele divulgou por lá, a proposta de novas diretrizes curriculares para o curso de Jornalismo. Os pesquisadores pretendem consolidar o Jornalismo como um campo próprio (eu, por exemplo, me formei em Comunicação Social; Jornalismo era considerado uma habilitação).
O início do texto, particularmente, mostra os desafios da profissão na Era da Informação e vale a pena ser lido, pois possui referências super interessantes.
Por fim, não sou especialista em Segurança Pública, mas esta reportagem do Estadão me chamou a atenção, por mostrar o aumento no ingresso de jovens da classe média na Febem. Embora curta, a matéria na minha opinião serviu para ilustrar tendências, algo muito importante no Jornalismo de hoje. Precisamos de mais reportagens assim, para manter a nossa profissão como algo relevante.
Ele, que já passou dos 60, possui um blog super atualizado, um perfil no Twitter e se mostra super antenado com as tendências mais recentes do Jornalismo Brasileiro.
Chamo a atenção principalmente para um documento que ele divulgou por lá, a proposta de novas diretrizes curriculares para o curso de Jornalismo. Os pesquisadores pretendem consolidar o Jornalismo como um campo próprio (eu, por exemplo, me formei em Comunicação Social; Jornalismo era considerado uma habilitação).
O início do texto, particularmente, mostra os desafios da profissão na Era da Informação e vale a pena ser lido, pois possui referências super interessantes.
Por fim, não sou especialista em Segurança Pública, mas esta reportagem do Estadão me chamou a atenção, por mostrar o aumento no ingresso de jovens da classe média na Febem. Embora curta, a matéria na minha opinião serviu para ilustrar tendências, algo muito importante no Jornalismo de hoje. Precisamos de mais reportagens assim, para manter a nossa profissão como algo relevante.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Yes, we can!
Caros dois leitores,
Na semana passada fiz uma entrevista com Ben Self, que ficou conhecido como o marqueteiro de Barack Obama. Ele topou conversar comigo por telefone direto de seu escritório em Washington.
Essa matéria demorou muito para sair. Fiquei tentando por dois meses falar com o dito cujo, mas nada. Até que ele começou a falar também para outros veículos e aí consegui entrar no meio. Como trabalho para um jornal regional, fazer uma entrevista internacional como essa sem dúvida é algo importante.
No começo, fiquei bem nervosa, especialmente porque foi ele próprio quem atendeu a ligação (lá, pelo visto, não tem essa de secretária). O inglês também demorou pra engrenar, e a ligação estava meio ruim, pra piorar a história.
Infelizmente, ele não falou sobre o que eu mais gostaria de saber (a sua relação com o PT), mas mesmo assim, valeu muito a pena. Principalmente quem se interessa por marqueting político na internet deveria ler esse texto. Espero um dia encontrá-lo pessoalmente pra agradecer pela atenção e pela simpatia.
Segue abaixo o link da reportagem:
http://www.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=5770405
Abraços, Tati
Na semana passada fiz uma entrevista com Ben Self, que ficou conhecido como o marqueteiro de Barack Obama. Ele topou conversar comigo por telefone direto de seu escritório em Washington.
Essa matéria demorou muito para sair. Fiquei tentando por dois meses falar com o dito cujo, mas nada. Até que ele começou a falar também para outros veículos e aí consegui entrar no meio. Como trabalho para um jornal regional, fazer uma entrevista internacional como essa sem dúvida é algo importante.
No começo, fiquei bem nervosa, especialmente porque foi ele próprio quem atendeu a ligação (lá, pelo visto, não tem essa de secretária). O inglês também demorou pra engrenar, e a ligação estava meio ruim, pra piorar a história.
Infelizmente, ele não falou sobre o que eu mais gostaria de saber (a sua relação com o PT), mas mesmo assim, valeu muito a pena. Principalmente quem se interessa por marqueting político na internet deveria ler esse texto. Espero um dia encontrá-lo pessoalmente pra agradecer pela atenção e pela simpatia.
Segue abaixo o link da reportagem:
http://www.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=5770405
Abraços, Tati
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