sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O que significa o tal MVP (Mínimo Produto Viável)


Durante o curso Reprograma (sobre programação front-end e empreendedorismo), tive uma aula, com a incrível Carla de Bona, sobre o MVP (Mínimo Produto Viável). Ele é um dos termos da moda no mundo das startups.

Mas o que é, de fato, o MVP? O que ele muda na vida das empresas?

O termo MVP foi popularizado a partir do livro “The Lean Startup” (A Startup Enxuta), de Eric Ries. Eu li um artigo do TechCrunch, em inglês, em que Ries explica o conceito de MVP:

“O Mínimo Produto Viável ajuda empreendedores a iniciar o processo de aprendizagem o mais rápido possível. Não é necessariamente, entretanto, o menor produto imaginado; é simplesmente o mais rápido modo de começar a construir um negócio sustentável com a mínima quantidade de esforço”.

Um dos exemplos de MVP apresentados em sala de aula foi o do Airbnb, site de compartilhamento de residências.

Assisti ao vídeo TED com o fundador da startup, Joe Gebbia, chamado “Como o Airbnb cria confiança por meio do design”.



Ele disse o seguinte: “um sistema de reputação é essencial para construir confiança”.

Gebbia revelou que foi feito um estudo, com a Universidade de Stanford, em que foi analisada a disposição de confiar em alguém com base em semelhança. A pesquisa mostrou que preferimos pessoas parecidas conosco. Até aí nada de novo certo? Mas o interessante é o que acontece quando você adiciona a reputação a esse conceito.

A reputação alta ganha da alta semelhança.  

Ou seja, quando algo (ou alguém) tem boas referências, ela não só supera a desconfiança por ser diferente como está em vantagem na comparação com o semelhante em termos de confiança.

O autor do TED contou, por outro lado, que construir a quantidade certa de confiança requer a quantidade certa de informações. 

Usando o exemplo do Airbnb, quando o anfitrião diz pouco, sua taxa de aceitação diminui. Se falar demais, também.

Voltando agora ao conceito do MVP, para mim ele é exatamente isso: fazer o justo, nem muito nem pouco. Vou colar aqui um slide da aula da Carla que ilustra bem essa ideia:





Quando você produz um MVP dá para testar uma ideia e dessa forma construir uma reputação que ajude a superar o nosso preconceito arraigado que nos diz que algo estranho representa perigo.

Outro exemplo de MVP é o do Dropbox, que é um serviço de compartilhamento de arquivos. O CEO do Dropbox, Drew Houston, viu-se às voltas com seguinte pergunta: “Se nós proporcionarmos uma boa experiência de usuário, nosso público irá nos dar uma chance?” Ele intuía – de forma correta, como se veria mais adiante – que sincronização de arquivos era um problema que os usuários nem sabiam que tinham.

Para resolver este problema, ele decidiu criar um vídeo. Além de mostrar a ferramenta, o vídeo tinha uma série de referências bem-humoradas que caíram no gosto dos fãs de tecnologia.



Após a gravação, a lista de espera da versão beta pulou de 5 mil para 75 mil em uma noite, contou Drew.

Drew resumiu essa experiência em alguns tópicos:

- O maior risco é produzir algo que ninguém queira;
- Deixar de lançar é doloroso, mas não aprender é fatal;
- Coloque algo nas mãos dos usuários (não precisa ser o código) e receba um feedback real o mais rápido possível;
- Saiba onde a sua audiência está e converse com ela de forma autêntica. 

Gostou do artigo? Espero que sim :-)

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