segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Como lido com os fracassos na minha carreira

Foto: Mindandi/Freepik

Creio que já aconteceu com muita gente. Apareceu aquela vaga dos sonhos, você foi lá, vestiu sua melhor roupa, foi até a hora da entrevista e depois...recebeu aquele e-mail que diz algo como: “neste momento decidimos seguir com outro perfil”.

E quando ocorre uma demissão então? Após algum tempo, em que geral você sabe que as coisas não andam lá tão bem, você é chamado para a temida conversa, que acaba tendo um desfecho bom...deixa pra lá.

Eu já passei pelas duas situações acima.

O foco deste artigo é compartilhar a minha experiência como forma de ajudar outras pessoas que estejam na mesma situação e que precisem dar um outro significado para estes momentos.

Eu diria, para começar, que é algo duro, muito duro. É como se os seus sonhos fossem interrompidos de repente. Sabe, eu sinto como aquele namoro que parece que vai, mas não vai. A casa na praia que fica mais distante. O dia ensolarado que de repente virou cinza.

Mas aí, muitos dizem, é hora de enxugar as lágrimas e seguir em frente. Muitas vezes eu segui sem nem mesmo refletir, ainda mais em uma sociedade instantânea e valorizadora de sucesso como é a nossa. Porém creio que aí existe um risco. Eu já percebi que, ao fazer isso, em alguns casos acabei repetindo erros na carreira que me custaram novos fracassos.

Por outro lado, eu já fiz também o contrário. Sem perceber, ou mesmo percebendo até, afundei. Passei a não querer ver outras pessoas e a ter vergonha da situação, como se fracasso fosse algo contagioso. E aí as pessoas foram de fato se afastando, a situação piorando e o buraco ficando cada vez mais fundo.

Mas o fato é que começou a acontecer algo muito curioso de uns tempos para cá.

Eu, que sempre fui bastante reservada e que sempre tive uma dificuldade imensa de abordar assuntos que não me agradavam, passei a falar cada vez mais sobre isso.

A refletir sobre essas chamadas “derrotas”.

Eu busco reconstituir o que eu estava sentindo naquele dia com todos os detalhes possíveis. Que roupa eu vestia, o que foi dito, quem estava presente, como eu me senti. Parece estranho, mas reviver as experiências profissionais negativas têm feito com que elas sejam menos traumáticas. É como se as feridas fossem se recompondo a cada dia e virando cicatrizes menos profundas. E cada momento revivido traz novas lembranças e novos aprendizados.

Creio que outro ponto a ser colocado é trazer outro significado para as memórias. Cada entrevista e cada emprego novo trouxe para mim a oportunidade de conhecer gente nova, de me superar, de sair da minha zona de conforto.

Por fim, considero importantíssimo colocar a importância de manter contato com as pessoas. Como eu disse anteriormente, pode ser que os colegas antigos tenham se distanciado, mas que tal formar uma nova rede de contatos? Há uma série de eventos profissionais que podem servir para este objetivo, fora os cursos, alguns deles gratuitos, que podem gerar ótimas oportunidades.

E para terminar, segue a famosa frase de Winston Churchill: “Sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Deixando o sonho ser o guia da minha carreira

Modelo de avião de brinquedo com corações lidos. Foto: Freepik
Parece contraditório este artigo estar sendo escrito em plena segunda-feira, dia de retorno ao trabalho e à realidade dos boletos para pagar. Mas o fato é que, depois do descanso do final de semana, veio a pergunta: estou seguindo o sonho na hora de guiar os meus propósitos?

Por exemplo, há muito tempo que venho sonhando com o propósito de escrever um livro, mas pelos mais variados motivos vejo este projeto ser interrompido e adiado. Nem para a minha psicóloga eu havia dito o tema, mas hoje tomei coragem e disse que pretendo escrever sobre a minha trajetória para inspirar mais pessoas (pode ser que eu mude depois, mas considerei que fazer uma autobiografia após anos de diários seria uma boa forma de começar).

E creio que esse livro seria uma forma de coroar o que eu acredito: quando a gente começa a colocar para fora os nossos objetivos começa também a concretizá-los.

O que isso tem a ver com o ambiente de negócios?

Tudo!

Muitos profissionais iniciaram a trajetória do empreendedorismo, por exemplo, a partir do momento em que colocaram suas ideias geradas nas noites no papel. E o que dizer dos artistas e demais “sonhadores profissionais”?

E creio que todo emprego pode adquirir um sabor especial a partir do momento em que fazemos nossos sonhos participarem dele.

As redes sociais facilitaram muito a produção de conteúdo e de histórias. Está na hora de aproveitar, cada vez mais, esta oportunidade.

No livro “mídias sociais transformadoras”, de Allison Fine e Beth Kanter há uma frase interessante: “mídia social é um esporte de contato, não de espectador”. Creio que é algo por aí.

Procurando a imagem que pudesse ilustrar este artigo, encontrei a seguinte frase: “Don´t call it a dream, call it a plan”.

Este é o tal sonho que estou buscando.