quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Escrita como opção de vida

Esta é, salvo engano, a terceira vez que eu reativo meu blog. Hoje eu percebo, mais do que nunca, como a relação com as palavras marca as minhas escolhas editoriais.

Escrevo desde a infância. Quando eu era criança eu me encantei com as aventuras, em especial as do Ziraldo. Já na adolescência busquei os russos, em especial Dostoiévski.

A escolha pelo Jornalismo veio, e com ela a escrita profissional. Atuei em grandes reportagens, onde pude estar perto daqueles que mais necessitam e onde aprendi a contar histórias.

Agora, com a maternidade, tenho focado em contar a minha história. Possuo diários há alguns anos e pretendo abrir parte deles em um livro, no qual estará a experiência que tive, em especial a depressão pós-parto.

Mas este post não é só para fazer um descritivo da minha atual biografia.

É porque eu achava que a vida profissional e a pessoal estavam separadas, sem perceber que ambas estão intrinsecamente ligadas.

Tentei seguir por diversos caminhos, mas a verdade é que a minha principal vocação é contar histórias.

Hoje, na Bienal do Livro, percebi isso com mais clareza. A foto que ilustra esse post é de um dos meus diários.

Eu escrevo à mão e depois passo os escritos para o computador. Apenas assim os sentimentos mais profundos acabam sendo revelados. É interessante como até a letra muda dependendo do dia e dos sentimentos.

Agora é aguardar os próximos capítulos.