Faz tempo que eu não escrevo, mas estes tempos de quarentena convidam à reflexão. E, diria mais do que isso, creio que há muita gente encontrando novos caminhos e buscando uma realidade que vá além. A essência. Afinal, o que importa de verdade? O que fazer da vida? O que realmente importa? Entre eles eu me incluo.
Não tenho certeza do que me aguarda lá na frente. Sequer tenho certeza do dia de amanhã (creio que seja um sentimento que ocorra a muitos de nós).
Mas eu tenho sorte de ter uma família maravilhosa e de ter sonhos. Muitos sonhos. Estou visualizando eles agora colocando eles aqui no papel.
Visualizo que estou voltando para o mercado profissional, sendo muito bem-sucedida. Rodeada de colegas e, mais do que isso, ajudando as pessoas a ter um futuro melhor. Eu creio que este caminho passará pela educação. Estou neste momento interessada em conversar com pessoas que possam me ajudar neste objetivo. Eu me interesso particularmente em contribuir neste desafio que tem sido as atividades dos filhos na quarentena.
Eu gosto de desenvolver essas atividades, é algo que tem me dado muito prazer. Penso em continuar a fazer muita massinha, dar folha pra giz de cera, enfim, crescer junto com minha filha. Desenvolver dança, esportes. Tudo juntas e misturadas. Com apoio da tecnologia, que, sem dúvida, na minha opinião, está agora nos dando apenas uma amostra do que será o futuro dos estudantes.
E ainda sobre o futuro, eu amo demais a minha filha. Sou às vezes tão incrivelmente encantada por ela que pra mim parece que mais nada importa. Meu sonho, por vezes, é que o tempo pare, que o encanto nunca termine. É algo mágico, que mal sei como explicar.
Tem ainda o amor do meu marido, que é um amor longo, que sempre se renova. Sonho que ele frutifique ainda mais no futuro.
E sonho com abraços. Nossa, como eles fazem falta. Não sei quando poderei, mas espero ir de novo ao teatro, a um parque lotado em um dia ensolarado, à praia (sabe, embarcar de roupa e tudo na água? Pois é...).
Meus pais, meus sogros, minhas irmãs, primos, primas, todo mundo que hoje está nas telas dos celulares e distante das mãos, do carinho (quem me conhece sabe como eu sou melosa).
Sonho voltar a deixar a Alice na escola. Dirigir com ela na cadeirinha, nós duas assobiando no meio do trânsito de São Paulo.
Por outro lado, lembro também de outras coisas que eu não notava. Nossa, acho que nunca olhei tanto para o por do sol e para a lua como passei a fazer nestes últimos tempos. Essa foto daí de cima mistura as duas coisas (e ainda tem uma luazinha, pra quem reparar bem). Aprendi a fazer yoga e ginástica usando o celular. Aprendi várias receitas novas (pai, continua me mandando aquele monte de vídeos de culinária do YouTube tá?)
Enfim, não sairei a mesma dessa quarentena. Bora seguir sonhando, rumo a mais um dia.
