sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Da seção 'enganos' da imprensa


Não dá pra dizer tecnicamente que foi um "erro", mas sem dúvida é meio estranha a manchete do site abril.com de hoje. "Jobim afirma que desaparecido é termo técnico para um corpo não encontrado".

Hã? O que ele quis dizer com isso? Para começar: muitos não sabem que Jobim é Nelson Jobim, ministro da Defesa e um dos responsáveis pela operação brasileira no Haiti.

Segundo, que o título trata da tragédia no Haiti.

Terceiro, faltou o repórter, ou o editor responsável por este título decodificar o que Jobim falou: que ele acredita que não há mais chances de se encontrar sobreviventes no Haiti.

Às vezes nós, jornalistas, estamos tão dentro de um assunto - no caso, a tragédia no pobre país da América Central - que eu sinto que, sem querer, a gente acaba sem colocar nos títulos e nas reportagens informações que já pensamos que são "óbvias".

No entanto, são informações importantes para o leitor desavisado, não são, afinal ele não passa todo o seu tempo pensando no Haiti, embora deveria...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ideias para pesquisa em jornalismo

Estive algum tempo longe do blog, mas agora voltei com fôlego novo.

Estou pensando em algumas ideias para a monografia que devo escrever neste ano, para o curso que faço (Especialização em Comunicação Jornalística – PUC-SP). A ideia que mais me atormenta (portanto, a que deve ser a mais provável para pesquisa) é a seguinte:

Gostaria de acompanhar a concepção que as campanhas de Dilma/Serra têm para a campanha eleitoral, e se eles possuem algum tipo de estratégia para lidar com a imprensa regional, particularmente os sites informativos regionais. Em seguida, a ideia é ir atrás dos responsáveis por estes serviços (pensei em buscar um veículo importante de cada região do país, mas todos fora do eixo Rio-SP) para verificar como estas informações são usadas.

Acho que seria algo bem interessante, até para verificar como estão os sites jornalísticos regionais, que são muito pouco abordados nas universidades. A internet na área política também é um assunto novo. Portanto, juntar as duas coisas parece ser uma coisa boa.

Outro tema que gostaria muito de abordar na monografia (está em segundo lugar no meu coração) diz respeito às organizações que procuram realizar o combate à corrupção, e que se estruturam, muitas vezes, por meio de sites. Eles vêm crescendo? Como vem sendo a cobertura que a mídia dá para o combate à corrupção por meio destes pequenos sites?

Estas são as duas coisas que, basicamente, têm tomado o meu tempo de férias. Tenho lido muito, e espero estar “tinindo” neste ano que promete na política, afinal temos eleições presidenciais.

Nem arrisco palpite em torno dos nomes Serra ou Dilma, porque acho que a viabilidade de uma, ou de outra candidatura, irá depender muito das alianças formadas e do marketing eleitoral, ou seja: não há nada definido, na minha modesta opinião. Se alguém quiser comentar sobre as propostas de pesquisa, dizer qual prefere, ou dar alguma outra sugestão, agradeço muito. Abraços e um ótimo 2010 a todos os meus dois leitores!