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| Rocko Rocko/Freeimages.com |
Soma, subtração. Regra de três. Equações, funções, integrais e por aí vai.
Em maio de 2015, eu voltei a estudar matemática pelo Kumon. É um método que visa desenvolver o autodidatismo e foi fundado por Toru Kumon no Japão. Ele é mais conhecido como uma espécie de “aula de reforço” para crianças, mas a verdade é que tem muito adulto que aderiu a essa mania.
Funciona assim: você faz as lições em casa e vai, duas vezes por semana, à sede. Lá, um orientador tira as suas dúvidas, entrega as lições corrigidas e dá novas lições. Se você tiver erros você mesmo tem que tentar corrigi-los. E assim vai avançando de nível. O objetivo é, além de ficar bom em cálculo mental, ter o raciocínio rápido (é necessário fazer as lições dentro de uma média de tempo pré-determinada).
Quando comecei nos estudos, muita gente não entendeu. “Mas hoje em dia a calculadora está aí, por que voltar a estudar soma e subtração?”. E olha gente, como não estudava há muito tempo tive que começar do início, fui para o 1+1 mesmo (agora evoluí e já estou nas equações, risos).
Mas o que este ano de estudos me ensinou de bom?
- Concentração
Nesta época de redes sociais a mil, vou te dizer, fazer contas é uma baita terapia. Enquanto estou nos cálculos parece que entro em um mundo à parte. É muito bom. Aprendi a me concentrar muito mais depois que iniciei os estudos.
- Disciplina
O meu orientador Mário Hidani, que tem sabedoria e bondade de sobra, soube fazer com que eu passasse, cada vez mais, a valorizar a disciplina que esta rotina de exercícios traz. Compreendi que a filosofia é: “um pouco por dia, todos os dias”. Procuro levar isso para as demais atividades da minha vida.
- Raciocínio lógico
Tantas coisas na nossa vida ficam melhores quando o raciocínio está mais afiado. Passei a gostar mais de palavras cruzadas, de Sudoku e daqueles probleminhas divertidos como adivinhar a sequência de números.
Por fim, uma volta ao passado. Quando eu tinha 12 anos acabei ganhando a regional Santo André da Olimpíada de Matemática. Ao ir a São Paulo, eu era uma das poucas meninas presentes na etapa seguinte. Passei a achar que matemática não era para mim. Isso, de alguma forma, bloqueou meu cérebro.
Hoje recuperei a vontade de amar os números. Essa, sem dúvida, é a maior medalha que conquistei e que sigo conquistando a cada dia.

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