Esta é, salvo engano, a terceira vez que eu reativo meu blog. Hoje eu percebo, mais do que nunca, como a relação com as palavras marca as minhas escolhas editoriais.
Escrevo desde a infância. Quando eu era criança eu me encantei com as aventuras, em especial as do Ziraldo. Já na adolescência busquei os russos, em especial Dostoiévski.
A escolha pelo Jornalismo veio, e com ela a escrita profissional. Atuei em grandes reportagens, onde pude estar perto daqueles que mais necessitam e onde aprendi a contar histórias.
Agora, com a maternidade, tenho focado em contar a minha história. Possuo diários há alguns anos e pretendo abrir parte deles em um livro, no qual estará a experiência que tive, em especial a depressão pós-parto.
Mas este post não é só para fazer um descritivo da minha atual biografia.
É porque eu achava que a vida profissional e a pessoal estavam separadas, sem perceber que ambas estão intrinsecamente ligadas.
Tentei seguir por diversos caminhos, mas a verdade é que a minha principal vocação é contar histórias.
Hoje, na Bienal do Livro, percebi isso com mais clareza. A foto que ilustra esse post é de um dos meus diários.
Eu escrevo à mão e depois passo os escritos para o computador. Apenas assim os sentimentos mais profundos acabam sendo revelados. É interessante como até a letra muda dependendo do dia e dos sentimentos.
Agora é aguardar os próximos capítulos.

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