Felizmente a Petrobras soube reconhecer o erro e decidiu publicar as perguntas dos jornalistas apenas após a publicação de reportagens.
Aliás, o Claudio Weber Abramo, jornalista de mão cheia, fez em seu blog um comentário super equilibrado sobre essa questão do blog da Petrobras, que você pode ler aqui.
Aliás, estou fazendo uma reportagem sobre esse novo fenômeno: os políticos que estão usando a internet para divulgar diretamente suas ideias à população por meio das redes sociais. Meu desafio agora é conseguir fazer o Serra falar sobre o seu Twitter. A assessora dele sugeriu que eu vá a uma coletiva do governador para perguntar a ele diretamente sua opinião. Quero ver se consigo ir, mas será que ele vai falar???
Tati, é engraçado que eu tive uma reação exatamente oposta à sua quando ouvi a história do blog da Petrobrás: fiquei indignada com o discurso dos jornalistas de que eles estava fazendo algo que "rompia com um contrato de confidencialidade com a fonte"... Fiquei estupefata com a forma como a imprensa lidou com isso, sentindo-se "traída". Rs. Enfim. Acho no fundo que a Petrobrás não se deu mesmo conta do problema de publicar as perguntas e respostas na lata, e por isso mudou de postura agora, o que cumpre com seus objetivos sem ameaçar o trabalho de investigação dos jornalistas. Enfim. Mas acho tudo isso revolucionário. E acho genial que a gente possa ler o que foi publicado no blog ANTES de ler o que vai sair no jornal, para já estar de olho nas mudanças feitas pelos jornais. Agora, cá entre nós, se os jornais fossem realmente espertos e abertos, usariam da mesma lógica para reagir: publicariam as perguntas e respostas inteiras, tal qual foram enviadas. Pronto, problema resolvido. :)
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