quarta-feira, 3 de junho de 2009

Como é difícil acompanhar o trabalho do Legislativo

Gente,vou contar aqui sobre duas histórias que se passaram comigo que explicam como o trabalho dos nossos nobres parlamentares é difícil de acompanhar.

História 1

Na semana passada entrevistei a representante do Movimento Voto Consciente. Percebi na voz dela um tom de desabafo. Ela disse que seu trabalho é "insano" e contou sobre uma manobra "esperta" feita pelos parlamentares:

Eles combinam juntos de faltar a uma comissão; aí a falta não é computada e eles não ficam como ausentes. Bonito, né? Fiz uma reportagem sobre o trabalho das comissões. Infelizmente esse tema gera muito menos discussão do que deveria.

História 2

Esta semana tentei fazer uma reportagem sobre o projeto de Lei da Billings. Só tentei, porque o objetivo da matéria era falar o que mudaria na vida da população caso a proposta fosse aprovada. E o que fiquei sabendo, após ouvir várias pessoas: que não era possível avaliar o impacto do projeto antes de sua aprovação.

Um dos órgãos públicos, aliás, não quis me passar dados atualizados sobre o assunto. Pediu para eu pesquisar no arquivo do jornal (pode?)

Agora, deve ser aprovado nesta quinta-feira, na assembleia legislativa de sp, um projeto que deve mexer com a vida de milhares de pessoas, e não consegui descobri o que, afinal, vai mudar com a proposta!

Aliás, você já tentou ler um projeto de lei? Ô linguajar difícil...

Conclusão

É muito frustrante às vezes você tentar entender o que os políticos fazem. Mas esse é o caminho: fuçar, cutucar, que uma hora eles mostram a cara.

Aliás, todos nós temos o direito de saber quando os parlamentares comparecem, quais são os projetos que eles tocam e como eles mudam a vida da gente.

Um comentário:

  1. Oi
    Complicado, bem complicado...
    Tu precisa ver em Brasília então como são as comissões, trocentas e doze no mesmo horário, dificuldade para quórum (daí quando consegue abre a ordem do dia e suspende as comissões), plenários dispersos, deputados(as) jogando pra platéia... mas também (aleluia) ocorre trabalho sério e tem gente boa e bem intencionada (oxalá).
    E isso me anima nessa psicótica e esquizofrênica realidade
    E isso faz cobrar, desejar saber como ocorre, intervir, acreditar e participar, como for, como puder, é punk é! O jogo é pesado, é! E muito, mas podemos mudar, talvez não no ritmo que o povo tão sofrido merece, mas vamos que vamos, como diz a música: "Não podemos se entregar pros ômi de jeito nenhum
    Não tá morto quem peleia amigo sob o céu azul"
    JotaVê

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