Um ponto que considero fundamental ressaltar, logo de início, é a quantidade de indicadores existentes hoje para determinar a assertividade da comunicação. Hoje a moda é falar em métricas, índices, dados em massa, tudo o que possa, de certa forma, garantir que a mensagem atinja o seu público-alvo.
Acredito que sim, estes dados são fundamentais. Os indicadores são uma espécie de bússola que orienta os nossos passos, uma vez que a nossa percepção interna a respeito do que pode ser, ou não, um sucesso pode variar bastante. Porém, nada substitui o bom e velho feeling na hora de decidir o que publicar.
Dentro deste contexto de entendimento do outro, a comunicação não-verbal possui um papel mais do que essencial. Quantas vezes você reparou mais na voz, ou no cabelo, ou na postura de determinada pessoa antes mesmo que ela começasse a iniciar o seu discurso de fato?
Quando eu praticamente perdi a voz por conta da disfonia espasmódica eu pude perceber isso na prática. Houve situações em que eu percebia, só pelo olhar, que a opinião do interlocutor a meu respeito mudava somente de eu abrir a voz.
Felizmente boa parte disso é passado, mas reconheço também que a minha rouquidão trouxe um fator bastante positivo, que foi o fato de que, a partir do momento em que passei a ter menos voz, virei uma melhor ouvinte (outra habilidade mais do que necessária nos dias de hoje).
Vivemos em uma sociedade ansiosa, agitada, sempre em busca de novidades e que pouco respeita os ciclos da vida e da natureza.
Creio que isso também é outro fator que contribuir para que as mensagens sejam menos efetivas. Sabe aquele ditado de que o livro é lido pela capa? Pois é, muitas vezes é o que ocorre, infelizmente. Aliás, quando foi que você concluiu o seu último livro? Eu há muito não lia um livro por inteiro e o fiz há menos de uma semana. Estou orgulhosa de mim, confesso.
Aliás, estou feliz também por terminar mais este artigo e dessa forma compartilhar a minha experiência de vida com você leitor. Até a próxima fornada!
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