Trabalhar pelo
bem-estar coletivo é um processo de conhecimento e perseverança
Eu trabalho em uma organização de advocacy. O que isso
significa? Minha visão de advocacy passa por palavras: conhecimento e
perseverança.
Em primeiro lugar: todos os dias, por meio das minhas
atitudes, gestos e ações, eu estou influenciando as pessoas ao meu redor. Por
exemplo, quando recomendo a um amigo um filme que tenha cativado a minha
atenção, ou no momento em que faço um post nas mídias sociais, faço escolhas que
geram impacto.
O advocacy é um trabalho para exercer influência sobre a
sociedade a fim de defender determinado tema comum, uma “causa” (pode ser
saúde, educação, esporte, etc). Isso é feito por meio de políticas públicas, ou
seja, para atuar junto às escolhas que os governos fazem e que mexem com a vida
de todos os cidadãos.
No caso da Atletas pelo Brasil, tudo começou há quase dez
anos, quando os atletas decidiram atuar juntos em prol de causas sociais. A
partir desta escolha, a organização passou a influenciar os agentes que, na sua
visão, tinham mais condições de melhorar o sistema como um todo.
Entrei na organização em um momento histórico, quando foi
aprovado o artigo 18A da Lei Pelé, que institui regras por mais gestão e
transparência nas entidades esportivas. Os atletas participaram de uma mudança que
mexeu com todo o sistema esportivo.
Hoje, o foco da Atletas pelo Brasil está, em especial, nas
prefeituras (Programa Cidades do Esporte) e nas empresas que investem no
esporte (Pacto pelo Esporte). A organização decidiu concentrar recursos nestes
agentes para obter mais resultados com os mesmos recursos.
Quando vamos ao supermercado e decidimos aproveitar
determinada promoção, estamos efetuando este raciocínio, só que em uma escala menor.
Mas, além das escolhas, é importante uma definição clara de prioridades e de
uma gestão mais participativa e democrática.
Voltando ao tema inicial: é necessário conhecimento para
agir em prol da coletividade de forma cada vez mais consciente e eficiente. A
perseverança é usada na hora de seguir em frente apesar dos obstáculos. Ela
também nos dá a coragem para perceber quando é a hora de mudar.
Neste momento político em que estamos vivendo estas ações se
fazem especialmente necessárias. Eu defendo a participação ativa na política.
Parafraseando a música, significa que, ao invés de falar: “chame o síndico”,
digo: “seja você o síndico”.
Termino com a frase de Martin Luther King: “O que me
preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos
sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons”.
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