segunda-feira, 21 de março de 2016

O que a política me ensinou

Trabalhar pelo bem-estar coletivo é um processo de conhecimento e perseverança

Eu trabalho em uma organização de advocacy. O que isso significa? Minha visão de advocacy passa por palavras: conhecimento e perseverança.

Em primeiro lugar: todos os dias, por meio das minhas atitudes, gestos e ações, eu estou influenciando as pessoas ao meu redor. Por exemplo, quando recomendo a um amigo um filme que tenha cativado a minha atenção, ou no momento em que faço um post nas mídias sociais, faço escolhas que geram impacto.

O advocacy é um trabalho para exercer influência sobre a sociedade a fim de defender determinado tema comum, uma “causa” (pode ser saúde, educação, esporte, etc). Isso é feito por meio de políticas públicas, ou seja, para atuar junto às escolhas que os governos fazem e que mexem com a vida de todos os cidadãos. 

No caso da Atletas pelo Brasil, tudo começou há quase dez anos, quando os atletas decidiram atuar juntos em prol de causas sociais. A partir desta escolha, a organização passou a influenciar os agentes que, na sua visão, tinham mais condições de melhorar o sistema como um todo.

Entrei na organização em um momento histórico, quando foi aprovado o artigo 18A da Lei Pelé, que institui regras por mais gestão e transparência nas entidades esportivas. Os atletas participaram de uma mudança que mexeu com todo o sistema esportivo.

Hoje, o foco da Atletas pelo Brasil está, em especial, nas prefeituras (Programa Cidades do Esporte) e nas empresas que investem no esporte (Pacto pelo Esporte). A organização decidiu concentrar recursos nestes agentes para obter mais resultados com os mesmos recursos.

Quando vamos ao supermercado e decidimos aproveitar determinada promoção, estamos efetuando este raciocínio, só que em uma escala menor. Mas, além das escolhas, é importante uma definição clara de prioridades e de uma gestão mais participativa e democrática.

Voltando ao tema inicial: é necessário conhecimento para agir em prol da coletividade de forma cada vez mais consciente e eficiente. A perseverança é usada na hora de seguir em frente apesar dos obstáculos. Ela também nos dá a coragem para perceber quando é a hora de mudar.

Neste momento político em que estamos vivendo estas ações se fazem especialmente necessárias. Eu defendo a participação ativa na política. Parafraseando a música, significa que, ao invés de falar: “chame o síndico”, digo: “seja você o síndico”.


Termino com a frase de Martin Luther King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons”. 

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