sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sem essa de que a crise no Senado é eleitoral: a crise é em 1º lugar de falta de vergonha na cara

Tenho visto alguns analistas, vários deles sérios, como o admirável repórter Ricardo Kotsho, analisando a crise no Senado como uma disputa eleitoral entre governo e oposição já levando-se em conta as próximas eleições para presidente.

Com todo o respeito, acho que precisamos, na verdade, analisar essa questão da crise do Senado não pelo lado da disputa eleitoral mas sim pelo lado da crise ética.

Trata-se uma crise de falta de vergonha na cara dos nossos políticos.

Eu, sinceramente, não quero saber se o estopim para essas denúncias foi o fato de que governo e oposição brigam pelo PMDB para ver quem controla a "noiva cobiçada" da eleições de 2010.

Quero de verdade aproveitar essa oportunidade para pôr fim a essas denúncias que envergonham o Senado. Quero que os responsáveis sejam punidos, afastados, se possível, banidos da vida pública.

Acho que às vezes a gente fica discutindo a questão partidária e esquece que está aí uma grande oportunidade de transformar para melhor o Parlamento brasileiro.

Enfim, para mim, mais importante do que o pano de fundo é o que está aqui, na nossa frente, pra todo mundo ver: o Congresso coalhado de parentes, atos secretos, mansões e castelos inexplicáveis.

Na minha opinião, o brasileiro se acostumou com a corrupção dos políticos, acha que todo mundo mete a mão e que esse é um "mal menor". Acho que essa é a opinião inclusive do nosso presidente Lula, que prefere manter um sujeito enrolado como o Sarney em nome da chamada "governabilidade".

Ora mim, a moralidade é que tem que ser a prioridade máxima. Que sejam demitidos todos, doa a quem doer, caso sejam perdidas alianças, ao menos sobra a vergonha na cara.

Essa, aliás, é a que anda mais perdida no atual Senado.

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