Continuo às voltas com a pergunta: como deve ser o veículo de comunicação ideal na internet? Tenho pensado em alguns itens, mas sem muita certeza se não está faltando alguma coisa. Segue abaixo o que eu consegui elaborar:
- Deve ser o mais independente possível, o que, na internet, significa fugir dos esquemas de publicidade fácil, dos apoios a esta ou a aquela organização (em política, isso não falta...até a UNE tem patrocínio!)
- Deve respeitar as opiniões alheias sem, com isso, promover a anarquia. O que isso quer dizer? Existe o conflito entre o direito à informação e o direito à honra e à privacidade. O veículo ideal, na minha opinião, precisa achar um meio-termo entre estes dois conceitos.
- Deve investir em reportagem na internet - ei, gente, isso não quer dizer o famoso "gilete-press", ou o copia-e-cola dos materiais dos demais veículos, e sim fazer reportagens diferentes, que utilizem as ferramentas da rede, que saibam inovar, apresentar um ponto de vista diferente dos fatos. Cito abaixo dois exemplos:
Hoje existe uma série de informações públicas na rede - o portal De Olho nas Contas, da Prefeitura de SP, é um exemplo - mas quantas reportagens vemos que utilizam esse material? Menos, muito menos do que o recomendável, muito também por falta de preparo dos jornalistas, e aí eu me incluo, pois admito ficar às vezes perdida no meio de tantos números, muitos deles colocados propositalmente de forma confusa. Afinal, transparência não é sinônimo de clareza.
Outro exemplo: alguns portais têm feito experiências super interessantes em termos de reportagens especiais, com infográficos, vídeo, texto, tudo mais integrado. Porque não vemos mais isso nas reportagens de internet?
Enfim, essas são as coisas que tenho elaborado aqui, mas se alguém tiver mais ideias, agradeço.
Por fim, apenas um comentário: Gay Talese, um dos jornalistas mais interessantes, talvez, do século - Fama e Anonimato influenciou muito na minha formação - deu, na minha opinião, uma "bola fora", quando disse desconhecer o Google. Perde a oportunidade de ter acesso a uma nova ferramenta de reportagem. Vamos aprender com o novo, né gente! Nunca é tarde...
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