quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Como fica o Brasil sem Dilma Rousseff: melhor, pior ou tanto faz?

Manifestantes pró-Dilma em frente ao Palácio da Alvorada. José Cruz/Agência Brasil
E agora José? O impeachment de Dilma foi aprovado na quarta, dia 31, por 61 votos a 20. Dilma embarcou no dia 06 para Porto Alegre, onde tem residência. A pergunta que fica agora para os brasileiros é: como fica o Brasil agora?

A ideia para este artigo surgiu de uma pergunta no Yahoo! Respostas, onde há os que dizem que o país ficou melhor, outros que piorou, fora quem acredita que “tanto faz” e que “era melhor saírem os dois”.

Irei comentar aqui os três pontos de vista citados (melhor, pior e tanto faz).

Para quem acha que o país ficou melhor

Eu, pessoalmente, estou indignada (como defensora da democracia que sou) com o fato de que o país está sendo submetido a um plano de governo contrário ao que foi aprovado na última eleição.

Em relação a isso, a Escola de Governo aprovou uma nota em que defende, entre outros pontos, a aprovação da emenda constitucional n°52/2011, que obriga todos os entes federativos a se comprometerem com um Programa de Metas como o já existente na cidade de São Paulo e em outras dezenas de cidades brasileiras. “Isso protege a população de oportunistas”, diz o texto (confira a íntegra aqui). 

Outro ponto importante defendido no texto é a criação de um pacto nacional pela realização de um plebiscito no qual o povo brasileiro responda se deseja ou não novas eleições.

Gera ainda preocupação a repressão praticada pelas polícias aos manifestantes que não reconhecem a legitimidade no atual governo. Isso é uma postura totalmente antidemocrática, e ponto.

Para quem acha que o país ficou pior 

Eu torço pelo Brasil. Não sou defensora do “quanto pior melhor”, pois é aqui que resido, aqui que ganho meu pão de cada dia. Neste sentido, espero que o país consiga sair desta grave crise econômica e que retome o caminho do crescimento com Justiça e equidade.

A oposição ao governo Temer deve ocorrer dentro dos limites da democracia também. Fazer como o grupo de opositores ao governo que atacou dois repórteres do UOL em Brasília é um ataque à Constituição, à liberdade de expressão e à sociedade.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) fez uma nota sobre o incidente, em que afirma que a imprensa livre “é condição indispensável de uma democracia” (confira a íntegra aqui). 

Para quem acha que tanto faz

Esse é o maior risco que podemos correr, o da descrença na política. É apenas por meio dos políticos e desde processo de debate (por mais problemas que ele tenha) que iremos evoluir como sociedade.

Acreditar que todos são “farinha do mesmo saco” é uma postura que ignora aos que fazem um trabalho sério e correto, mantém o status quo e é um posicionamento individualista. Eu fiz um artigo sobre este assunto com algumas questões que reproduzo aqui.

“Pois quanto mais nós discutirmos os assuntos "chatos" como política, economia, contratos, quanto mais nós soubermos colocar a nossa visão, nos posicionarmos sabendo ouvir também a opinião do outro, mais nós cresceremos enquanto profissionais e enquanto cidadãos.

O Brasil precisa, cada vez mais, de gente que saiba participar das polêmicas. E que saiba respeitar os direitos do outro”.

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