quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pensando no sofrimento do povo

Bem, o clima tá quente no Congresso, afinal tivemos nesta semana o escândalo das passagens e o bate-boca entre os ministros do Supremo.

Mas eu queria mesmo é relacionar essas notícias ao sofrimento do povo. Vamos aos fatos:

O povo, a bem da verdade, mal sabe o que significa o PAC (usando como o exemplo o desconhecimento da Scheila Carvalho nessa questão no CQTeste desta semana);

Ele forma filas e fica desesperado pela esperança de conseguir uma casa no programa do governo (veja aqui um artigo do brilhante Ricardo Kotsho sobre esse e outros assuntos);

Por fim, o povo tem uma percepção de que mesmo não se dizendo antes que era errado, nunca foi correto fazer caridade com o chapéu alheio (vide os deputados que "ajudavam" os parentes e amigos financiando passagens com dinheiro público).

Eu nunca deixo de ficar indignada com o fato de pensar o quanto não se pensa no povo. Será que o deputado que defende as passagens aéreas já lembrou que esse dinheiro poderia ser usado para pagar a merenda escolar?

Será que essas pessoas andam (ou já andaram) de ônibus lotado? Sabem como é?

Hoje eu fiz uma reportagem sobre um espaço público (uma chácara) em São Bernardo que está fechado desde 2007, quando as obras foram embargadas. Fiquei indignada com o assunto.

Gente, é um absurdo que um espaço esteja fechado porque ninguém entra em acordo sobre o que deve ser feito com o local. A representante da ONG, responsável pelo espaço, disse: ah, mas o mato está sendo cortado, a prefeitura está cuidando direito. Mas e o povo? Já pode visitar o local? Nãooooooo..... E quando irá visitar? Não sei....

Como jornalista, tento sempre lembrar, no meu trabalho, do quanto a função é importante para a cidadania e do quanto o povo precisa do meu trabalho.

Nunca vou me esquecer de um promotor que me disse, em uma entrevista, que roubar dinheiro da merenda deveria ser um crime, como o homicídio. Por que não é?

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